sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Sentido da Vida

Nem todos se preocupam com a questão de saber se a vida tem sentido. Alguns e esses não são os mais infelizes  têm a mente de uma criança, que ainda não questionou tais coisas; outros, tendo desaprendido a questão, já não as questionam. Entre ambos estamos nós próprios, aqueles que procuram. Não conseguimos projectar-nos de novo no nível do inocente, para quem a vida ainda não olhou com os seus olhos escuros e misteriosos, e não nos interessa juntarmo-nos aos saturados e fatigados que já não acreditam em qualquer sentido na existência por não terem conseguido encontrar qualquer sentido na sua própria vida.

Aquele que não conseguiu atingir o objectivo que procurava na sua juventude, e que não encontrou nada que o substituísse, pode lamentar a falta de sentido da sua própria vida, mas pode ainda acreditar que a existência em geral tem sentido e pensar que tal sentido está presente nos casos em que uma pessoa atingiu os seus objectivos.
Mas aquele que, depois de muito esforço, conseguiu atingir os seus propósitos, e que depois descobriu que o seu prémio não é tão valioso como parecia, de alguma maneira sente-se enganado  confronta-se abertamente com a questão do valor da vida e diante dele, como um solo sombrio e devastado, permanece o pensamento de que, para além de todas as coisas serem transitórias, em última análise tudo é em vão…

Qual é a razão para a estranha contradição que consiste no fato de o sucesso e a satisfação não se fundirem num sentido apropriado?
Não parece prevalecer aqui uma lei inexorável da natureza?
O ser humano estabelece objectivos para si próprio, e enquanto os persegue apoia-se na esperança, é verdade, mas ao mesmo tempo vive atormentado pela dor do desejo insatisfeito. Logo que atinge o objectivo, no entanto, depois da primeira sensação de triunfo segue-se inevitavelmente um sentimento de desolação. Permanece um vazio, que aparentemente só pode culminar com a emergência dolorosa de novas ambições, com o estabelecimento de novos objectivos. Assim recomeça o jogo, e a existência parece estar condenada a ser uma oscilação incansável entre dor e aborrecimento que termina com o nada que é a morte. Esta é a célebre linha de pensamento que está na base da visão pessimista da vida de Schopenhauer. Não haverá uma maneira de lhe poder escapar?…

Na verdade, nunca encontraremos um sentido último na vida se a virmos apenas sob o aspecto do propósito.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

FILOSOFIA

A Vida do ser humano é algo que ninguém no planeta Terra pode compreender a fundo, isto é, o seu eu e suas relações com tudo que o cerca, tanto de bom como de ruim que a vida oferece e que tem que decidir a melhor escolha, e como a fazer?

Para o Materialista o bom satisfaz a matéria e não ao Espírito. O acúmulo de conhecimentos fez com que o homem pudesse questionar toda a sua situação, o certo e o errado, o verdadeiro ou o mentiroso, o que serve e o que não serve, até a formação do ser criador de tudo que existe, e hoje se chama Deus. Neste sentido, a Filosofia tenta mostrar uma maneira mais viável de entender a vida, de buscar compreender o seu próprio eu, e verificar as inter-relações com a natureza, bem como as ligações com o passado e o futuro, como sempre pregou a filosofia dos que pensam de forma geral.

Intrudução - Conceito - A VIDA

A vida, como problema, afigura-se-nos a cada instante.
Perguntamos-nos: de onde viemos?
Para onde vamos?
O que estamos fazendo aqui?
Qual a essência da vida?
Por que existe a morte?
Tudo acaba com a morte?
E as respostas não são tão fáceis quanto perguntar.
Assim, para desenvolvermos o tema em epígrafe, veremos: conceito e etimologia dos termos, a vida em si mesma, a essência e a existência, a convivência com as dificuldades e a óptica espírita

Para Legrand, em seu Dicionário de Filosofia, não existe actualmente uma definição suficiente para totalizar os fenómenos (assimilação, crescimento e possibilidade de reprodução) que a experiência corrente classifique com o nome de vida.

O problema da origem da vida ainda hoje continua a ser um tema ingrato assim como o da própria vida.
À teoria religiosa da criação, o materialismo contradiz no século XX a ideia (não verificável) de uma "célula primordial", e outras diversas hipóteses (por exemplo, a panspérmia), segundo a qual "germens de vida" flutuariam permanentemente no Universo e chegariam à terra vindo de outros astros. (Legrand, 1982)

Para Lalande, em seu Vocabulário Técnico e Crítico de Filosofia, a vida é um conjunto dos fenómenos de toda a espécie (particularmente de nutrição e reprodução) que, para os seres que têm um grau elevado de organização, se estende do nascimento (ou da produção do germe) até a morte.

A Essêcia e a Existência

A COLOCAÇÃO DO PROBLEMA

A vida existe, mas pode não ser vivida. É a indiferença. A pedra, o vegetal, o animal existem, mas são indiferentes. O homem, ao contrário, tem que actualizar a Essência e o faz na Existência. A actualização envolve a construção do seu destino. Por isso, a contradição entre livre-arbítrio e determinismo. A actuação do homem pressupõe escolha. Escolher é seleccionar, é buscar alternativas, é construir. Nesse sentido, a formação de princípios éticos muito contribuirá para uma boa escolha de nossas acções.

O EXISTENCIALISMO ESPÍRITA

Para J. P. Sartre, o indivíduo só vê Angústia e Desespero. A vida acaba com a morte. O ser é um projecto que se aniquila com a morte. Diz ele que a existência precede a essência. O homem é um ser fático e nada mais.

Para o Espiritismo, cada um de nós é um ser que extrapola Tempo e Espaço. O facto social em que nos deparamos tem uma dimensão cósmica. Somos o resultado de todas as nossas pretéritas encarnações.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Dor

Tudo o que vive neste Mundo, natureza, animal,homem, sofre e, todavia, o Amor é a Lei do Universo e por amor foi que Deus formou os seres. Contradição aparentemente horrível, problema angustioso, que perturbou tantos pensadores e os levou à dúvida e ao Pessimismo.
O animal está sujeito à luta ardente pela  vida. Entre as erva do prado, as folhas e a ramaria dos bosques, nos ares, no seio das águas, por toda a parte desenrolam-se dramas ignorados.
Quanto à Humanidade, sua história não é mais que um longo
martirológio. Através dos tempos, por cima dos séculos, rola a triste melopéia dos sofrimentos Humanos.
A Dor segue os nossos passos, espreita-nos em todas as voltas do caminho. E diante desta esfinge que o fita com seu olhar estranho, o homem faz a Eterna pergunta: Por que existe a Dor?
É no que concerne, uma punição uma expiação, como o dizem alguns?
É a reparação do passado, o resgate das faltas cometidas?
Fundamentalmente considerada, a Dor é uma Lei de equilíbrio e Educação.

"O Problema do Ser do Destino e da Dor" FEB    
Léo Denis

A Evolução do Pensamento

A Evolução do Pensamento, como a evolução física dos seres e dos mundos; a compreensão do Universo se desenvolve com os progressos do espiríto humano.
Essa compreensão geral do Universo e da vida foi expressa de mil maneiras, sob mil formas diversas no passado.
A Ciência vê alargar-se, sem cessar, seu campo de exploração
A Ciência é incerta e mutável, renova-se sem cessar.
A teoria do átomo indivisil, por exemplo, que, há dosi mil anos,  servia de base à Física e à Química, é actualmente qualificada como hipótese e puro romance pelos nossos químicos mais eminentes.
Dessa maneira foi que a Ciência pôde determinar os princípios imutáveis fa Lógica e das matemáticas.
O que dizemos da Ciência poder-se-ia, igualmente, diser das Filosofias e das religiões que se têm sucedido através dos Séculos.
A Humanidade ainda criança tem de se elevar a planos Espirituais mais elevados, para seu próprio desenvolvimento Espiritual, para que seu Pensamento se torne cada vez mais delicado e puro.
"O Problema do ser. Do destino e da Dor" FEB
Léon Denis         

A Essência da Vida

ESSÊNCIA

Para Aristóteles, a essência é a substância enquanto substância primeira (ousia prote), o ser individual, matéria. O indispensável de uma coisa, a substância segunda (ousia deutera), a forma. Assim, a essência é o "fundo" do ser, metafisicamente considerado. Nesse sentido, opõe-se a acidente, elementos constitutivos de um ser por oposição às modificações superficiais, e a existência, o que é uma coisa, sua natureza, independentemente do fato de existir ou por oposição a ele.

Os Escolásticos consideram a essência: todos os elementos que, quando dados, põem como dada a coisa, sem que se possa suprimir nenhum deles. Por exemplo, o ser humano (humanitas), é a essência do indivíduo homem, tal qual é.